O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) prendeu nesta sexta-feira (22/03) mais três suspeitos de de sequestrar o gerente do Banco Itaú e roubar R$ 200 mil da agência em Teresina. De acordo com a polícia, os três participaram diretamente na abordagem, transporte, vigilância e fornecimento da residência utilizada para manter a família e o gerente em cativeiro.
Os suspeitos foram identificados como Pablo Bruno Freire da Silva, Natalia Roberta de Lima Caetano e Thiago Lima Oliveira. A polícia apreendeu um veículo modelo Punto, que foi utilizado no transporte da família do gerente para o local do cativeiro. Além de um Siena, que foi usado para deslocamento do grupo criminoso durante a ação de sequestro.

Outros sete suspeitos havia sido presos em março deste ano. Ao todo dez pessoas da quadrilha especializada na modalidade de crime conhecida como “sapatinho” foram presas detidas pela polícia. Um dos suspeitos, além de estar envolvido no sequestro, também é apontado como participante de um roubo de carga às Casas Bahia, em José de Freitas. Os investigados serão indiciados por extorsão mediante sequestro e organização criminosa.
DINÂMICA DO CRIME
Em entrevista anterior ao OitoMeia, o delegado Tales Gomes explicou a dinâmica do crime. A quadrilha usou um método conhecido da Polícia chamado “sapatinho”, no qual é feito o roubo mediante a sequestro. Após roubarem R$ 200 mil do banco Itaú, os seis criminosos fugiram para cidades distantes da capital.
Um deles acabou preso três dias depois por envolvimento com roubo de cargas. O crime aconteceu em José de Freitas, distante 56 km de Teresina, contra um caminhão das Casas Bahia. O suspeito em questão é Abimael Pereira da Silva, conhecido como “Vei”, que seria o chefe da quadrilha.
“É uma quadrilha conhecida e interestadual. Eles vivem cometendo esses tipos de crimes. Nós prendemos um e conseguimos ligar as participações dos outros, sendo que cada um deles responde por vários crimes em outras regiões”, destacou.
O CRIME
Em 17 de janeiro, após o atendimento na agência encerrar, um grupo de criminosos rendeu o gerente e anunciou o assalto. Eles ordenaram que a vítima os levasse para a casa dele, onde sofreu diversas ameaças. Segundo Tales Gomes, a família passou 20 horas na mira dos criminosos, que aguardavam o banco reabrir.
À meia-noite, esposa e a filha do gerente foram levadas a um cativeiro. A residência usada foi a casa de Benício em Teresina. Na manhã seguinte, ele foi monitorado pelos suspeitos até a agência bancária e retirou R$ 200 mil do cofre. A quadrilha pegou o dinheiro, libertou os parentes e fugiu em alta velocidade pelo Centro de Teresina.
“Junior [apelido Francisco], Daniel e Pará [apelido de João Bosco] planejaram o crime e já aguardavam o gerente na saída do banco para cometer o crime. Eles são especialistas no método sapatinho. Agora estão presos e elucidamos o caso. Com relação ao dinheiro, nós não conseguimos recuperá-lo. Após o crime, eles fugiram para outros estados e fomos em todos os lugares possíveis e não o encontramos”, concluiu o delegado do Greco à reportagem.
FONTE: Oito Meia








