Alguns remédios para Hipertensão serão tirados de comercialização após alerta da Anvisa. Isso porque uma vistoria detectou nitrosaminas (impurezas) no princípio ativo “sartana”. Ele que é um dos ingredientes utilizados na fabricação desse tipo de medicamento. Serão recolhidos lotes específicos do produto.
No Piauí, as vigilâncias sanitárias municipais foram orientadas pela Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa) e também vão recolher os lotes das farmácias. Segundo o órgão, ao identificar o medicamento com o lote citado, deve retirá-lo da prateleira e comunicar ao fabricante ou distribuidor sobre a questão.
Outra medida tomada no Piauí é fazer o rastreio desses produtos entregues aos vendedores. As distribuidoras devem ainda comprovar o cumprimento da ação junto a Vigilância Sanitária.
“Nós vamos intensificar a fiscalização nas distribuidoras para monitorar se a determinação está sendo cumprida”, acrescentou Tatiana Chaves, diretora do órgão.
TIPOS DE REMÉDIOS PARA PRESSÃO ALTA
A Anvisa e autoridades sanitárias internacionais avaliam os medicamentos com princípios ativos do tipo “sartanas”, como a losartana, valsartana, candesartana, olmesartana e irbesartana. Eles são populares para tratar pacientes com pressão alta, assim como, auxiliar na prevenção de ataques cardíacos e derrame.
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Possível risco de câncer
As impurezas encontradas nas “sartanas” são classificadas como prováveis ou potenciais carcinogênicos aos humanos. Isso significa dizer que a exposição em longo prazo, pode aumentar o risco de se desenvolver câncer. No entanto, não há risco de saúde imediato associado ao uso das pílulas com o problema detectado.
A preocupação surgiu porque tais remédios não devem trazer risco adicional aos pacientes que os consomem, uma vez que eles devem ser tomados diariamente e, muitas vezes, pelo resto da vida.
SOBRE NITROSAMINAS
Somos expostos à nitrosaminas diariamente, uma vez que elas estão presentes na água e na comida, como em carnes processadas e defumadas. Elas também podem ser encontradas naturalmente em vegetais frescos. Em quantidades mínimas, essas substâncias não oferecem riscos, mas não deveriam estar presentes em medicamentos.

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Pare de tomá-lo apenas se o médico decidir!
Segundo a Vigilância Sanitária, os pacientes que tomam as pílulas contendo “sartanas” devem continuar usando-a, a menos que tenham sido aconselhados a parar pelo médico. Os pacientes podem consultar a lista completa disponibilizada pela Anvisa aqui.
“Caso o medicamento de uso esteja nessa lista é importante que o paciente não interrompa o tratamento e procurar o seu médico”, ressaltou.
O problema seria realmente tomar o medicamento do lote citado na lista por um longo período e em altas doses. O risco de câncer associado ao consumo contínuo é de 0,00017%, ou seja, uma em cada 6 mil pessoas que tomaram a pílula contaminada na dose máxima, todos os dias, por cinco anos seguidos. É um risco mínimo, se comparado com os dados da incidência de câncer no Brasil.
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Dúvidas sobre semelhantes no mercado?
Existem no mercado outros medicamentos equivalentes terapêuticos, com os mesmos princípios ativos e concentração que são substituíveis por um dos que teve o lote recolhido. O paciente só deve trocar de pílula quando já tiver o novo em mãos, pois a interrupção do tratamento da hipertensão pode produzir malefícios instantâneos, inclusive risco de morte por derrame, ataques cardíacos e insuficiência renal.
Apesar das novas informações sobre a presença de nitrosaminas em medicamentos, a Anvisa reitera que os remédios contendo “sartanas” são seguros e eficazes.
FONTE: Oito Meia








