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Governo bloqueia acesso de 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e BPC a sites de apostas

Medida cumpre determinação do STF e impede que pessoas inscritas em programas sociais utilizem plataformas de apostas esportivas de quota fixa

Foto: Arquivo/Cidadeverde.com

O Ministério da Fazenda retirou o acesso de 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a aplicativos e sites de apostas esportivas de quota fixa, conhecidas como bets.

A medida atende a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a proibição de apostas por pessoas que recebem esses benefícios após identificar aumento no endividamento das famílias e registros de utilização de recursos públicos em plataformas de apostas.

Com a restrição, cerca de 27 milhões de pessoas passaram a estar impedidas de realizar novos cadastros em sites de apostas.

Bloqueio atinge usuários já cadastrados

Segundo o Ministério da Fazenda, os 2,8 milhões de usuários bloqueados representam 10,4% do total de beneficiários dos programas sociais que já possuíam cadastro em plataformas de apostas.

As empresas responsáveis pelos aplicativos de bets deverão realizar uma nova verificação da base de usuários a cada 15 dias, com o objetivo de garantir que os cadastros estejam de acordo com as regras estabelecidas pelo governo.

Governo amplia regras para publicidade de apostas

Além do bloqueio de beneficiários de programas sociais, o governo federal publicou novas normas para restringir a publicidade de apostas esportivas.

As portarias estabelecem regras para anúncios divulgados por:

  • emissoras de rádio e televisão;
  • plataformas digitais;
  • influenciadores;
  • agências de publicidade;
  • lojas de aplicativos;
  • demais responsáveis por campanhas de divulgação.

As novas determinações definem avisos obrigatórios que deverão aparecer nas publicidades de apostas a partir da próxima sexta-feira (17).

Medidas buscam combater práticas abusivas

Outra portaria, publicada em conjunto pelo Ministério da Fazenda e pelo Ministério da Justiça, estabelece regras para identificar e combater práticas consideradas abusivas, enganosas ou fraudulentas no setor de apostas.

A norma também determina novas responsabilidades de fiscalização para empresas e agentes envolvidos na divulgação e operação das plataformas.

As medidas fazem parte do processo de regulamentação do mercado de apostas esportivas no Brasil e têm como objetivo ampliar a proteção aos consumidores e reduzir impactos financeiros e sociais relacionados ao uso inadequado dessas plataformas.

Da Redação (Com informações do Cidade Verde)
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