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Eleição da mesa diretora da Câmara Municipal de Geminiano vira caso de policia

A sessão da Câmara Municipal de Geminiano desta quarta feira (03) foi marcada por tumulto  e acusações. A reunião que estava marcada para se iniciar às 9h teve um atraso de duas horas, o motivo foi a confusão em torno da eleição da mesa diretora para o biênio 2015-2017, que ocorreria logo após a votação da Lei Orçamentária.

Momento do tumulto Foto: Assis Santos
Momento do tumulto
Foto: Assis Santos

Duas chapas estavam registradas: a primeira denominada “Chapa 1” e encabeçada  pela vereadora Maria das Graças (PMDB); e a segunda denominada “Chapa 2”, tendo como candidato a presidente o vereador Nicolau de Moura Neto (DEM).

A previsão era que a “Chapa 1”, que é apoiada pelo prefeito Jader Borges (PSD), fosse a vencedora, já que detinha os cinco votos dos vereadores da situação. Mas para a surpresa de todos os presentes, a vereadora Mazé Campos (PSD), alegando desprestigio por parte da atual administração, declarou o seu voto no candidato da chapa oposicionista.

Com isso, os vereadores Joaquim de Moura Gonçalves (PMDB), Erismar Feitosa Gonçalves (PSD) e a candidata Maria das Graças abandonaram a plenário antes do inicio da abertura dos trabalhos. Diante dos fatos, a presidente da casa, Maria Vanusa de Moura, decidiu pelo cancelamento da sessão alegando falta de quórum. A justificativa da presidente foi a suposta orientação dada pela assessoria jurídica da casa de que o tipo de matéria a ser votada requer o mínimo  necessário de dois terços dos parlamentares presentes.

Alegando que o cancelamento da eleição é uma manobra política da situação para tentar reverter o quadro, o vereador Nicolau, que até então era o vice-presidente do parlamento, assumiu a presidência da mesa e conduziu os trabalhos. Ele pôs em votação as matérias da ordem do dia e em seguida realizou a eleição. Com os votos dos cincos parlamentares presentes, a “Chapa 2” foi declarada vencedora.

Rapto do livro ata

Um fato bizarro acorreu durante a apuração dos votos. Em um momento de discussão dos membros da mesa, Carlos Antonio, que é ex-secretário da casa, mais conhecido como Irmão Carlinhos, pegou o livro ata e fugiu, impossibilitando assim o registro dos trabalhos.

Após o episódio, uma comissão composta por dois vereadores e três cidadãos que estavam presentes durante o ato se dirigiu até o Ministério Público, onde foram orientados a registrar um boletim de ocorrência. Após isso, o delgado Gilberto Franklin abriu um inquérito policial por supressão de documento público.

Foram denunciados pelo sumiço do documento o ex-secretário Carlos Antônio, a vereadora Vanusa e um policial que não teve o nome revelado. Apesar da ata da sessão ter sido transcrita em outro livro e registrada em cartório, espera-se um batalhão judicial para resolver o impasse referente à eleição.

FONTE: Portal Grande Picos

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