
Enquanto muitos católicos, praticantes ou não, seguem a tradição milenar de trocar a carne vermelha por peixe nas quartas e sexta-feiras da Quaresma, período entre a Quarta-feira de Cinzas e o Domingo de Páscoa, o igreja lembra do verdadeiro significado da abstinência. Para o padre José Rodrigues, coordenador da Campanha da Fraternidade no Piauí, ao invés de se sacrificar, o fiel pode praticar a caridade.
Segundo o pároco, a própria igreja católica deixou de colocar a abstinência da carne como obrigatório. Ele lembrou que a penitência como atual norma cristã, que tem como valor a conversão, a mudança de vida, por isso o próprio Evangelho recomenda três formas bem práticas: o jejum, a oração e a prática da caridade.
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“Então a pessoa faz um reforço, empenho, justamente para mudar de vida. O período da Quaresma já é tempo de mudança. Não adianta passar 40 dias falando que vai se privar de algo, se depois desse período volta a fazer as mesmas coisas. A penitência é nesse sentido que eu vou mudar, transformar, ser uma nova pessoa”, explicou.
Para o padre, uma prática muito evidente e que produz um efeito significativo é evitar falar mal das pessoas, procurar ajudar mais o próximo, mas não somente nesse tempo. Ele destacou a primeira leitura do início da Quaresma, em que o profeta Joel diz: ‘Rasgais os corações, não as vestes’. Mensagem, segundo o padre, mostra que Deus quer de nós é o interior, o nosso coração transformado, comprometido com a vida.
“Muita gente diz: eu quero ajudar e não sei como. Tem tantas pessoas necessitadas. Faça uma cesta básica, uma visita pra quem precisa, se prive de alguma coisa. Até mesmo a questão do jejum, tem quem faz aquele mortal, de passar o dia sem comer. Não é isso que agrada a Deus. O jejum significa você se privar de algo e aquilo doar para alguém”, explicou.
FONTE: G1







