
A população de Jaicós ainda sofre com a escassez da água no município, após vários anos de espera pelo cumprimento das promessas feitas pelos gestores do Estado, para a construção de uma adutora da barragem Poço de Marruás, localizada no município vizinho de Patos do Piauí a fim de resolver o problema da falta de água.
O Açude Tiririca, principal reservatório de água e responsável pelo abastecimento de água na cidade, se encontra em nível crítico, com apenas com um terço de sua capacidade. Por conta disso a empresa Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa) já vem há bastante tempo fazendo um revezamento no abastecimento em três etapas, onde a cada dia um bairro diferente é abastecido. O abastecimento de água da cidade conta também com o suporte de 04 poços, mas que também são insuficientes para a demanda no município.
A solicitação da adutora para o município foi feita no ano de 2009, pelo então gestor municipal da época e prometida pelo governador Wilson Martins quando da sua visita à Jaicós para a inauguração da PI-243, que liga os municípios de Jaicós e Belém do Piauí. Na oportunidade, Wilson Martins relatou que já havia incluído o projeto no plano emergencial e que as primeiras verbas seriam destinadas à construção dessa adutora para resolver o problema da falta de água em Jaicós, ressaltando que a água seria colocada direto no reservatório da ETA (Estação de Tratamento de Água) para que fosse distribuída para toda a cidade.
No ano de 2011, o então ministro da Integração, Fernando Bezerra aprovou a construção da adutora e a obra ficou orçada em aproximadamente R$ 20 milhões, no qual o Ministério entraria com R$ 11 milhões e o Governo do Estado com os demais R$ 9 milhões.
Desde então, outras promessas já foram feitas para a população. No ano passado, o governador Wellington Dias autorizou processo de licitação destinado à construção da adutora, com a obra orçada em mais de R$ 57 milhões, para ser executada com recursos do Orçamento Geral da União, com contrapartida do Governo do Estado.
Enquanto esperam que essas promessas sejam cumpridas, os moradores da cidade, principalmente dos bairros mais afastados do centro, precisam comprar água para resolverem as necessidades mais básicas da família. Para encher uma caixa d’água de mil litros é necessário desembolsar a quantia de vinte reais, o que nestes tempos de crise, é muito para a maioria das famílias.
Da Redação









