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Piauí tem seis barragens com risco ou potencial de dano elevado, aponta relatório da ANA

Levantamento nacional identificou cinco reservatórios com potencial de impacto humano e uma estrutura com problemas de integridade no estado

Divulgação/Sedec-PI

O Relatório de Segurança de Barragens 2026, elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) com dados referentes ao ano de 2025, apontou que o Piauí possui seis barragens que demandam atenção na gestão de segurança.

De acordo com o levantamento, cinco estruturas apresentam Dano Potencial Associado (DPA) médio ou alto, indicador que considera possíveis consequências para vidas humanas e impactos ambientais e sociais em caso de rompimento. Outra barragem foi classificada com Categoria de Risco (CRI) alta, devido a problemas relacionados à conservação e à integridade estrutural.

Barragens com potencial de dano elevado

As cinco barragens piauienses classificadas com DPA médio ou alto são:

  • Barragem Tinguis, em Brasileira;
  • Barragem Nonato, em Dom Inocêncio;
  • Barragem Félix Pereira de Carvalho, em Picos;
  • Açude Sede São Julião, em São Julião;
  • Barragem Tanque/Aldeia, em São Raimundo Nonato.

Além dessas, a Barragem dos Gatos, localizada em Jatobá do Piauí, foi apontada com Categoria de Risco alta, classificação que indica a existência de anomalias ou condições de conservação que podem comprometer a segurança da estrutura.

Apesar do alerta, a ANA informou que nenhuma barragem do estado apresenta simultaneamente DPA alto e CRI alto, combinação que caracteriza prioridade máxima no critério padronizado utilizado pelo órgão federal.

Cadastro de barragens avançou no estado

O relatório também destaca avanços no cadastramento das estruturas existentes no Piauí. Em 2025, o estado registrou aumento de 164% no número de barragens cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), após a inclusão de 97 novas estruturas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

Mesmo com o avanço, a ANA apontou que menos da metade das barragens piauienses foram verificadas quanto ao enquadramento na Política Nacional de Segurança de Barragens.

Segundo o levantamento, três barragens consideradas prioritárias tiveram redução na Categoria de Risco após intervenções ou atualização de informações técnicas.

Monitoramento é realizado diariamente

A Semarh informou que realiza acompanhamento diário das barragens do estado, avaliando tanto os níveis dos reservatórios quanto as condições estruturais das unidades.

O monitoramento é feito em parceria com órgãos como o Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi) e a Defesa Civil, com acompanhamento de fatores como volume de água, segurança das estruturas e operação de comportas.

Chuvas influenciam situação dos reservatórios

O relatório aponta que o comportamento dos reservatórios em 2025 foi influenciado pela irregularidade das chuvas. Segundo especialistas da Semarh, o período chuvoso apresentou maior intensidade no início do ano, seguido por redução das precipitações até junho, contribuindo para a queda dos níveis de alguns açudes.

Já o ciclo de chuvas de 2026 apresentou maior regularidade em algumas regiões, favorecendo a recarga de determinados reservatórios. No entanto, o órgão ressalta que a recuperação não ocorreu de forma uniforme em todo o estado.

A variação depende de fatores como volume de chuva, condições das bacias hidrográficas, histórico de estiagem e utilização da água ao longo dos rios.

Da Redação (Com informações do Portal O Dia)

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