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Há 50 dias em greve, policiais civis decidem continuar movimento no Piauí

Aos 50 dias de greve, policiais civis mantém paralisação (Foto: Reprodução)

Em assembleia realizada nesta terça-feira (22/05), policiais civis decidiram pela continuidade da greve da categoria. Os policiais civis já estão em greve há 50 dias em todo o estado. A categoria pede reajuste salarial que, segundo eles, está em defasagem há três anos.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Piauí (Sinpolpi), Constantino Júnior, a categoria é quem tem poder de decisão. Por conta disso, aprovaram em unanimidade pela continuidade da greve.

“O governador Wellington Dias não possui o mínimo de respeito com trabalhadores do Estado, nós estamos cansados de não receber a atenção necessária que merecemos. Eles pensam que irão nos desestabilizar com o desgaste da greve, mas, para a surpresa de todos, o nosso movimento apenas ganha força e apoio não somente dos policiais civis, mas da população que está sentindo na pele o aumento da criminalidade e o descaso do governo com a segurança pública”, afirmou o presidente.

Sinpolpi está em greve desde (Foto: Montagem/OitoMeia)

Na assembleia desta terça-feira (22/05), cerca de 150 policiais civis presentes, vindos da capital e de cidades como Parnaíba, Picos e Piripiri participaram da assembleia, de acordo com o sindicato. De acordo com a categoria, a paralisação mantém mais de 80% de concordância entre toda a categoria policial civil.

O governo chegou a pedir a ilegalidade da greve, negando a afirmação da categoria de que não houve aumento salarial. O então secretário de Administração, Franzé Silva, disse que não era possível atender às demandas. “No momento em que o corporativismo fala mais alto que a responsabilidade fiscal, quem sofre é a população toda. Não podemos dar os aumentos que as categorias querem, quando não se tem possibilidade clara do que se pode pagar”, informou.

FONTE: Oito Meia

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